Estou cada vez mais preocupada com o rumo dado a Educação no Rio de Janeiro.
Há mais de quinze dias, professores da rede estadual de educação estão em greve por melhores salários e condições de trabalho.
Não tarda a acontecer o mesmo na rede municipal. E aí sim, teremos a bomba relógio prestes a detonar.
Nos discursos, políticos de todas as esferas dizem que se eleitos irão dar prioridade à educação.
Isso é dito em todos os palanques do Brasil, foi dito por Lula, Dilma, por Sérgio Cabral Filho e seguido a risca por seu parceiro, Eduardo Paes.
O que vemos hoje é a educação pública se tornar moeda de troca, e favorecimento 'de amigos', os representantes de duas redes públicas no Rio de Janeiro, estado e capital, estão sendo conduzidas por pessoas que nunca entraram em uma sala de aula no Rio de Janeiro para lecionar.
Como entender as especificidades de uma sala de aula, suas rotinas e seus encantos, seus prazeres e suas dificuldades, se essa dinâmica nunca fez parte da sua vivência?
Logo após sua posse o prefeito da cidade do Rio de Janeiro Eduardo Paes, apresentou a Senhora Claudia Costin, a economista, vice-presidente da fundação Victor Civita, ex-ministra da Administração de FHC, ex-secretária estadual de Cultura no governo Alckmin (SP). Que declarou largamente, sua intenção em aconselhar empresas e governos para estruturar projetos de PPPs (Parcerias Público-Privadas).
_“Vejo um grande potencial entre as prefeituras para desenvolverem parcerias. Acho que futuramente a legislação deve incluir também projetos de cunho social e cultural, o que seria muito útil às prefeituras”, diz Costin.
Dando ênfase para seus projetos de mudança na maior rede pública da América Latina, logo nas primeiras entrevistas atacou os professores da rede municipal, valorizando as PPPs.
_“O currículo estruturado ajuda a aumentar o aproveitamento da aula – o aluno perde menos tempo copiando da lousa – e a corrigir falhas na formação dos professores, a maior parte deles egressa do grupo dos 30% com pior desempenho no ensino médio”.
_“A formação dos educadores precisa ser melhorada, mas esse é um problema que não tem remédio imediato e precisa ser contornado”.
Os projetos implementados, retira a autonomia pedagogica das escolas com a tentativa frustrada de centralizar poder. O professor perde sua autonomia, trabalha em cima de vídeos e apostilas mau elaboradas sem o interesse de explorar todo o potencial do aluno.
Em um universo de mais de 1.000 escolas, a economista Costin criou escolas modelo de onde saem seus números milagrosos!
Ela criou um Índice de Desenvolvimento Educacional municipal onde só alunos de escolas modelos participam, assim fica fácil manipular números. O que é um dom para quem cursou economia!
A rede municipal de ensino tem feito contratos milionários com algumas instituições, são as chamadas de parceiras da educação como ORGANIZAÇÕES GLOBO & EDITORA ABRIL ( Eu não confio nelas, cresceram com a manipulação das informações).
Qual o interesse de se contratar uma economista para assumir a pasta da educação? Manipular números!
Devido a Copa e Olimpíadas, a cidade do Rio de Janeiro virou o centro financeiro do país. A cidade está recebendo bilhões para serem destinados a infra-estrutura e qualificação de mão de obra.
Bilhões de reais que estão sendo jogados pelo ralo, dinheiro que deveria ser destinado a qualificação e preparação de professores, reforma e melhoria das escolas, implantação de centros de estudos e salas de informática (funcionando) , aulas de línguas estrangeiras, elaboração de cursos ligados a hotelaria, atendimento e todos os demais serviços...estão sendo repassados como a solução para o baixo índice obtido por alunos da maior rede publica da America latina.
Quando assumiu, Claudia Costin apresentou suas armas logo nas primeiras semanas, apresentou vários projetos como se fossem um marco na modernização educacional de nossa cidade!
O projeto principal, importado dos EUA, é o de Metas, no qual as provas feitas em nível centralizado, são aplicadas aos alunos, sem nenhum respeito às diferenças locais, ou a autonomia do professor. Estas provas são utilizadas como parâmetros para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica.
Veja o que diz, Diane Ravitch, uma das principais defensoras da reforma educacional americana, a ex-secretária-adjunta, de Educação dos EUA em entrevista ao Jornal Estado de São Paulo (2/8/2010)
A reforma educacional americana é baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas.
Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, ela diz que, "em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação".
esta é ou não uma forma de desvalorizar o professor? Mas não todos...claro que ela também se empenha em valorizar aos professores...só aqueles amigos e apoiadores da SME, a quem transforma em consultores dando-lhes polpudas quantias do orçamento da educação. Veja como Costin agracia seus amigos professores com "trabalhos" de consultoria:
Iza Locatelli- 180 mil reais
Bertha de Borja Reis do Valle- 90 mil reais
Eliana Maria Bahia Bhering- 45 mil reais
DIÁRIO OFICIAL de 30 de agosto de 2010
DESPACHOS DA SECRETÁRIA E DO SUBSECRETÁRIO DE GESTÃO
EXPEDIENTE DE 27/08/2010
Processo nº 07/002727/2010
1-Objeto: Consultoria Técnica
2-Partes: PCRJ/SME e Eliana Maria Bahia Bhering
3-Fundamentação: Inexigibilidade de Licitação: Artigo 25 Inciso II da Lei n° 8.666 de 21/06/1993 e suas alterações.
4-Razão: Realizar a consultoria para equipe da Gerência de Educação Infantil
5-Valor: R$ 45.000,00 (quarenta e cinco mil reais)
6-Autorização:Paulo Roberto Santos Figueiredo
7-Ratificação: Claudia Costin
Processo nº 07/003186/2010
1-Objeto: Consultoria Técnica
2-Partes: PCRJ/SME e Bertha de Borja Reis do Valle
3-Fundamentação: Inexigibilidade de Licitação: Artigo 25 Inciso II da Lei n° 8.666 de 21/06/1993 e suas alterações.
4-Razão: Realizar serviços de consultoria na formulação do novo modelo conceitual para o 6° ano.
5-Valor: R$ 90.000,00 (noventa mil reais)
6-Autorização:Paulo Roberto Santos Figueiredo
7-Ratificação: Claudia Costin
Processo nº 07/002546/2010
1-Objeto: Consultoria Técnica
2-Partes: PCRJ/SME e Iza Locatelli
3-Fundamentação: Inexigibilidade de Licitação: Artigo 25 Inciso II da Lei n° 8.666 de 21/06/1993 e suas alterações.
4-Razão: Promover atividade de consultoria na elaboração de itens de provas de alfabetização.
5-Valor: R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais)
6-Autorização:Paulo Roberto Santos Figueiredo
7-Ratificação: Claudia Costin
Em único dia, 30/08/2010, saiu dos cofres públicos o valor total de R$ 315.000,00 por trabalhos de consultoria.
Quem acompanha o Diário Oficial diariamente? Quantos "paloccis" temos na SME?
O que eu entendo e aprendi é que temos vários projetos que deveriam servir como modelo.
Projetos elaborados, custeados e tocados por pessoas comuns que entram em favelas dominadas pelo tráfico para tentar fechar essa lacuna esquecida pelo poder público.
Essas pessoas usam de recursos próprios e contam com apoio de amigos sem nenhum benefício do poder público!
Esses projetos sim devem ser incorporados pela secretaria municipal de educação!
São projetos brasileiros, criados por brasileiros e têm sua eficácia reconhecida no mundo inteiro.
Essas pessoas sim, devem ser consideradas baluartes da educação.
Não estou defendendo nenhuma tese, nem apoiada em uma teoria, relato meu conhecimento e minhas pesquisas.
Todos os fatos apontam para o que se dizia a respeito da terceirização da Educação. Quem nunca ouviu falar dessa lenda urbana? O nome dela?: Claudia Costin.
Fontes: publicações do DO, revistas Veja, Época, Exame, Jornal Folha Dirigida... e minha opinião.
Criei esse blog para comentar, debater e ponderar sobre os recentes acontecimentos do Rio de Janeiro. Deixo minhas opiniões para refletir e opinar também sobre o país... Esse espaço é nosso, deixe um comentário. Entre em contato: marizieh@gmail.com ou on line no facebook.com
sexta-feira, 1 de julho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Cavendish diz: "Com alguns milhões, é possível comprar um senador". Eu pergunto: "Quanto custa um governador"?
No último dia 03/06/2011, o Rio de Janeiro foi cenário de um dos maiores fatos de sua história recente com a invasão de bombeiros militares, insatisfeitos com seus baixos salários e desvalorização profissional, o seu quartel central.
Os militares juntamente de suas famílias, invadiram o quartel exigindo resposta de seu comandante que os ignorou durante semanas e que, ao invés de se dirigir a sua tropa, enviou o comandante de outra corporação para tentar negociar com seus subordinados. Sem acordo, o governo respondeu de maneira brusca enviando a força de elite da polícia militar do estado do Rio de Janeiro.
O batalhão de operações especiais (BOPE) é comparado a força de elite do exército de Israel, "exército mais bem treinado do planeta", para intimidar homens que entregaram suas vidas ao sacerdócio de salvar outras.
Após a entrada do BOPE usando armas de grosso calibre e bombas "os heróis do Rio se entregaram e foram levados para o Batalhão de Choque também no centro do Rio e após para quartéis de bombeiros e outras instituições.
O governador Sergio Cabral Filho, foi a TV e em seu discurso chamou os bombeiros de "marginais, vândalos, covardes e vagabundos". Isso caiu como uma bomba em cima do governador. Imediatamente a população fluminense se solidarizou com os 439 presos.
A mídia tentou ocultar a verdade mas já não adiantava. Os protestos em prol dos bombeiros foram ganhando mais força e a tirania de Cabral ganhando cada vez mais evidência.
Nossos heróis começaram a receber mensagens de apoio vindas de todo Brasil e também de outros países. O movimento ficou maior do que a causa. Dias depois por pressão popular foi concedido o habeas-corpus e nossos heróis em saída do cárcere, deram uma aula de cidadania ao marchar em direção a liberdade cantando o hino nacional!
Era apenas o início de um pesadelo sem fim para Cabral.
No dia 17/06/2011, um helicóptero cai no litoral da Bahia, entre uma das vítimas estava a namorada do filho do governador e junto ao acidente, uma enxurrada de denuncias de envolvimento com empreiteiros e empresários, corrupção e viagens tudo regado a favorecimento pessoal e enriquecimento ilícito de todos os envolvidos.
Mesmo respeitando o luto das famílias, a população cobrou esclarecimentos e o estado quebrou o silêncio e informou na segunda-feira 20/06/2011, que o governador Sérgio Cabral viajou para o Sul da Bahia num jatinho do empresário Eike Batista, o megaempresário que doou R$ 750 mil para a campanha de Cabral em 2010. Eike se comprometeu ainda a investir R$ 40 milhões no projeto das UPPs, a menina dos olhos da segurança do Rio.
O governador iria para a comemoração do aniversário de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, empresa do Recife que ganhou impulso, no Rio, no governo Anthony Garotinho e que hoje, ocupa posição de destaque na execução orçamentária de Cabral. Apenas com as grandes concentração de obras, as cifras se agigantam: o DER empenhou em favor da empresa, no ano passado, R$ 40,1 milhões, e a Secretaria estadual de Obras, R$ 67,9 milhões. Os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do estado (Siafem) apontam que os contratos chegam a R$ 1 bilhão.
Segundo denúncias de um ex-sócio de Cavendish à revista "Veja" soubemos que a Delta havia contratado José Dirceu para tráfico de influência junto a líderes petistas. Ainda segundo a revista, Cavendish, em reunião com sócios em 2009, teria dito que, "com alguns milhões, era possível comprar um senador".
A comemoração seria no Jacumã Ocean Resort, de propriedade do piloto do helicóptero acidentado, Marcelo Mattoso de Almeida - um ex-doleiro acusado de fraude cambial há 15 anos e de crime ambiental de sua empresa, a First Class, na Praia do Iguaçu, na Ilha Grande, em Angra dos Reis.
O fato é este, o (des)governador Sérgio Cabral Filho está em seu inferno astral e graças aos astros a população fluminense está se mobilizando e aprendendo a dar voz a sua indignação, mesmo que as mídias tentem blindar o governador.
Os militares juntamente de suas famílias, invadiram o quartel exigindo resposta de seu comandante que os ignorou durante semanas e que, ao invés de se dirigir a sua tropa, enviou o comandante de outra corporação para tentar negociar com seus subordinados. Sem acordo, o governo respondeu de maneira brusca enviando a força de elite da polícia militar do estado do Rio de Janeiro.
O batalhão de operações especiais (BOPE) é comparado a força de elite do exército de Israel, "exército mais bem treinado do planeta", para intimidar homens que entregaram suas vidas ao sacerdócio de salvar outras.
Após a entrada do BOPE usando armas de grosso calibre e bombas "os heróis do Rio se entregaram e foram levados para o Batalhão de Choque também no centro do Rio e após para quartéis de bombeiros e outras instituições.
O governador Sergio Cabral Filho, foi a TV e em seu discurso chamou os bombeiros de "marginais, vândalos, covardes e vagabundos". Isso caiu como uma bomba em cima do governador. Imediatamente a população fluminense se solidarizou com os 439 presos.
A mídia tentou ocultar a verdade mas já não adiantava. Os protestos em prol dos bombeiros foram ganhando mais força e a tirania de Cabral ganhando cada vez mais evidência.
Nossos heróis começaram a receber mensagens de apoio vindas de todo Brasil e também de outros países. O movimento ficou maior do que a causa. Dias depois por pressão popular foi concedido o habeas-corpus e nossos heróis em saída do cárcere, deram uma aula de cidadania ao marchar em direção a liberdade cantando o hino nacional!
Era apenas o início de um pesadelo sem fim para Cabral.
No dia 17/06/2011, um helicóptero cai no litoral da Bahia, entre uma das vítimas estava a namorada do filho do governador e junto ao acidente, uma enxurrada de denuncias de envolvimento com empreiteiros e empresários, corrupção e viagens tudo regado a favorecimento pessoal e enriquecimento ilícito de todos os envolvidos.
Mesmo respeitando o luto das famílias, a população cobrou esclarecimentos e o estado quebrou o silêncio e informou na segunda-feira 20/06/2011, que o governador Sérgio Cabral viajou para o Sul da Bahia num jatinho do empresário Eike Batista, o megaempresário que doou R$ 750 mil para a campanha de Cabral em 2010. Eike se comprometeu ainda a investir R$ 40 milhões no projeto das UPPs, a menina dos olhos da segurança do Rio.
O governador iria para a comemoração do aniversário de Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, empresa do Recife que ganhou impulso, no Rio, no governo Anthony Garotinho e que hoje, ocupa posição de destaque na execução orçamentária de Cabral. Apenas com as grandes concentração de obras, as cifras se agigantam: o DER empenhou em favor da empresa, no ano passado, R$ 40,1 milhões, e a Secretaria estadual de Obras, R$ 67,9 milhões. Os dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do estado (Siafem) apontam que os contratos chegam a R$ 1 bilhão.
Segundo denúncias de um ex-sócio de Cavendish à revista "Veja" soubemos que a Delta havia contratado José Dirceu para tráfico de influência junto a líderes petistas. Ainda segundo a revista, Cavendish, em reunião com sócios em 2009, teria dito que, "com alguns milhões, era possível comprar um senador".
A comemoração seria no Jacumã Ocean Resort, de propriedade do piloto do helicóptero acidentado, Marcelo Mattoso de Almeida - um ex-doleiro acusado de fraude cambial há 15 anos e de crime ambiental de sua empresa, a First Class, na Praia do Iguaçu, na Ilha Grande, em Angra dos Reis.
O fato é este, o (des)governador Sérgio Cabral Filho está em seu inferno astral e graças aos astros a população fluminense está se mobilizando e aprendendo a dar voz a sua indignação, mesmo que as mídias tentem blindar o governador.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
"No Palácio Tiradentes não falta dinheiro".
Condições dignas de moradia, saúde, transporte, educação, trabalho, segurança...
O que vivemos no país hoje contraria e muito, a lei que define os direitos sociais do cidadão. A baixa qualidade dos serviços está em todas as áreas.
Mas como melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo poder público?
Investimentos em materiais e infra-estrutura. Pesquisas e fiscalização. Empenho e dedicação. Valorização.
Melhorar o salário do servidor público também é uma maneira de buscar melhoria de qualidade pois, quem tem baixa remuneração precisa sobrecarregar-se para suprir suas necessidades e de sua família.
Com rendimentos melhores, pode dedicar-se e seu trabalho melhora.
É simples? Não, mas precisa ser alcançado, para que os direitos sociais do cidadão sejam atendidos com dignidade. Acredito que melhorando o salário do servidor seja uma forma de influenciar na qualidade do serviço.
Os deputados e senadores também pensam assim, tanto que aumentam regularmentes seus salários pois, acham que um representante do povo, "servidor público" precisa ter salários dignos para que seu trabalho seja bem executado. Com altos salários podem custear suas viagens, seus assessores de gabinete e campanhas. Claro como representar bem o povo se precisassem trabalhar em triplas jornadas, de segunda a segunda e sem auxiliares competentes?
Aqui na ALERJ, representantes eleitos pelo povo, de diversos partidos por acreditar que melhores salários darão aos bombeiros melhores condições de vida e trabalho, uniram-se e através de um documento deram apoio as reivindicações dos "heróis do estado". Levaram o documento ao plenário e debateram solicitando apoio as justas reivindicações dos servidores públicos que desde abril solicitam respostas dos líderes do governo, representado pela figura do governador Sergio Cabral Filho.
Qual não foi meu espanto em saber que alguns foram contra e recusaram-se a assinar.
Por que não dar apoio aos servidores públicos que reivindicam salários justos? Por que não apoiar as reivindicações dos servidores por condições dignas de tratamento?
Será que esses deputados estaduais, servidores públicos, eleitos pelo povo acreditam que não merecem receber os altos salários que têm a sua disposição todos os meses?
Do RJTV - 17/12/2010 18h45
Deputados estaduais do Rio vão ganhar aumento de salário
Rendimentos vão para cerca de R$ 20 mil, devido a aumento dos federais.
Proposta de comissão sugere que governador passe a ganhar R$ 17.200.
Os deputados estaduais do Rio terão aumento de rendimentos em 2011. Eles recebem o equivalente a 75% do salário dos deputados federais, que foi reajustado essa semana em Brasília e passou para R$ 26,7 mil. Com isso, os rendimentos dos deputados estaduais do Rio passam de R$ 12.384 para cerca de R$ 20 mil mensais.
A Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) apresentou um projeto de lei para aumentar os salários do governador, vice-governador e secretários estaduais, que não foram afetados pelo aumento dos deputados federais.
A proposta sugerida pela comissão precisa ser aprovada na votação prevista para segunda-feira (20). Ela prevê que o salário do governador passe de R$ 13.400 para R$ 17.200. Já os salários do vice e dos secretários passariam de R$10 mil para R$ 12.900 por mês.
De acordo com a assessoria da Alerj, o reajuste dos deputados estaduais entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2011. Já o do governador, vice e secretários, se aprovado, passará a valer em 1º de janeiro.
O que vivemos no país hoje contraria e muito, a lei que define os direitos sociais do cidadão. A baixa qualidade dos serviços está em todas as áreas.
Mas como melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo poder público?
Investimentos em materiais e infra-estrutura. Pesquisas e fiscalização. Empenho e dedicação. Valorização.
Melhorar o salário do servidor público também é uma maneira de buscar melhoria de qualidade pois, quem tem baixa remuneração precisa sobrecarregar-se para suprir suas necessidades e de sua família.
Com rendimentos melhores, pode dedicar-se e seu trabalho melhora.
É simples? Não, mas precisa ser alcançado, para que os direitos sociais do cidadão sejam atendidos com dignidade. Acredito que melhorando o salário do servidor seja uma forma de influenciar na qualidade do serviço.
Os deputados e senadores também pensam assim, tanto que aumentam regularmentes seus salários pois, acham que um representante do povo, "servidor público" precisa ter salários dignos para que seu trabalho seja bem executado. Com altos salários podem custear suas viagens, seus assessores de gabinete e campanhas. Claro como representar bem o povo se precisassem trabalhar em triplas jornadas, de segunda a segunda e sem auxiliares competentes?
Aqui na ALERJ, representantes eleitos pelo povo, de diversos partidos por acreditar que melhores salários darão aos bombeiros melhores condições de vida e trabalho, uniram-se e através de um documento deram apoio as reivindicações dos "heróis do estado". Levaram o documento ao plenário e debateram solicitando apoio as justas reivindicações dos servidores públicos que desde abril solicitam respostas dos líderes do governo, representado pela figura do governador Sergio Cabral Filho.
Qual não foi meu espanto em saber que alguns foram contra e recusaram-se a assinar.
Por que não dar apoio aos servidores públicos que reivindicam salários justos? Por que não apoiar as reivindicações dos servidores por condições dignas de tratamento?
Será que esses deputados estaduais, servidores públicos, eleitos pelo povo acreditam que não merecem receber os altos salários que têm a sua disposição todos os meses?
Do RJTV - 17/12/2010 18h45
Deputados estaduais do Rio vão ganhar aumento de salário
Rendimentos vão para cerca de R$ 20 mil, devido a aumento dos federais.
Proposta de comissão sugere que governador passe a ganhar R$ 17.200.
Os deputados estaduais do Rio terão aumento de rendimentos em 2011. Eles recebem o equivalente a 75% do salário dos deputados federais, que foi reajustado essa semana em Brasília e passou para R$ 26,7 mil. Com isso, os rendimentos dos deputados estaduais do Rio passam de R$ 12.384 para cerca de R$ 20 mil mensais.
A Comissão de Orçamento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) apresentou um projeto de lei para aumentar os salários do governador, vice-governador e secretários estaduais, que não foram afetados pelo aumento dos deputados federais.
A proposta sugerida pela comissão precisa ser aprovada na votação prevista para segunda-feira (20). Ela prevê que o salário do governador passe de R$ 13.400 para R$ 17.200. Já os salários do vice e dos secretários passariam de R$10 mil para R$ 12.900 por mês.
De acordo com a assessoria da Alerj, o reajuste dos deputados estaduais entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2011. Já o do governador, vice e secretários, se aprovado, passará a valer em 1º de janeiro.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
"Os Indignados do Brasil"
A meses, acompanhamos as revoltas no mundo árabe e países africanos. A mídia vem trazendo como destaque, a motivação dos povos e "a busca de liberdade contra governos opressores" que enriquecem com a miséria do povo, que vive enganado e sem direito de reclamar.
As manifestações que ocorrem na Europa também merecem destaque da nossa mídia, vide os INDIGNADOS espanhóis.
Muito me estranha que a mídia brasileira não faça o mesmo com o que acontece aqui.
O governo brasileiro divulga que estamos crescendo, que os investimentos estão sendo feitos para atingirmos o patamar de país desenvolvido e que está havendo distribuição de renda.
Que desenvolvimento é este?
Políticos têm seu patrimônio aumentado em 20 vezes, empresários que enriquecem da noite para o dia. Desvios de influência e verbas. Corrupção e nepotismo cruzado. Denúncias de erros e autoritarismo.
Que distribuiçãode renda?
Salário mínimo vergonhoso. Bolsa Família. Assistêncialismo eleitoreiro. Inflação.
A população do Brasil clama por respeito e dignidade.
No Rio de Janeiro, bombeiros e professores lutam contra a tirania de um governante, que não é ditador, pois foi eleito pelo povo, mas isso não dá a ele o direito de manter na obscuridade as necessidades dos servidores públicos, não oferecer serviços de qualidade e usar espaços na mídia para divulgar mentiras.
O governador não respeita os profissionais e as instituições que eles representam. Ignora os apelos da população, negocia com bandidos, encobre os erros administrativos e promove campanhas populistas.
O governador favorece empresas e empresários e usufrui de todos os benefícios do cargo.
Hoje, o que vivemos é as classes trabalhadoras do Rio de Janeiro unidas.
Bombeiros, Professores, Policiais Civis e Militares, Médicos e Enfermeiros aderindo ao movimento. Clamando pela atenção da mídia brasileira que a revolução é aqui e agora.
As reivindicações são simples, salários dignos e respeito.
O Rio de Janeiro, já foi palco de grandes acontecimentos e agora vai mostrar que já cansou de reclamar de políticos que não fazem nada.
"Todo poder emana do povo" e todo cidadão brasileiro deve apoiar.
As manifestações que ocorrem na Europa também merecem destaque da nossa mídia, vide os INDIGNADOS espanhóis.
Muito me estranha que a mídia brasileira não faça o mesmo com o que acontece aqui.
O governo brasileiro divulga que estamos crescendo, que os investimentos estão sendo feitos para atingirmos o patamar de país desenvolvido e que está havendo distribuição de renda.
Que desenvolvimento é este?
Políticos têm seu patrimônio aumentado em 20 vezes, empresários que enriquecem da noite para o dia. Desvios de influência e verbas. Corrupção e nepotismo cruzado. Denúncias de erros e autoritarismo.
Que distribuiçãode renda?
Salário mínimo vergonhoso. Bolsa Família. Assistêncialismo eleitoreiro. Inflação.
A população do Brasil clama por respeito e dignidade.
No Rio de Janeiro, bombeiros e professores lutam contra a tirania de um governante, que não é ditador, pois foi eleito pelo povo, mas isso não dá a ele o direito de manter na obscuridade as necessidades dos servidores públicos, não oferecer serviços de qualidade e usar espaços na mídia para divulgar mentiras.
O governador não respeita os profissionais e as instituições que eles representam. Ignora os apelos da população, negocia com bandidos, encobre os erros administrativos e promove campanhas populistas.
O governador favorece empresas e empresários e usufrui de todos os benefícios do cargo.
Hoje, o que vivemos é as classes trabalhadoras do Rio de Janeiro unidas.
Bombeiros, Professores, Policiais Civis e Militares, Médicos e Enfermeiros aderindo ao movimento. Clamando pela atenção da mídia brasileira que a revolução é aqui e agora.
As reivindicações são simples, salários dignos e respeito.
O Rio de Janeiro, já foi palco de grandes acontecimentos e agora vai mostrar que já cansou de reclamar de políticos que não fazem nada.
"Todo poder emana do povo" e todo cidadão brasileiro deve apoiar.
domingo, 3 de abril de 2011
Leiloando a Cidade Maravilhosa. "Quem dá mais?"
Em conversas com amigos todos fazem a mesma pergunta!
Qual será o futuro do Rio de Janeiro?
Vivemos em uma cidade cheia de recursos. Uma cidade encravada entre o mar e a montanha, que se destaca por suas belezas naturais.
Essas belezas, atraem turistas, por outro lado desperta a ganância de muitos que veem aqui um celeiro de oportunidades com ganho fácil. E parece que com o aval do governo.
Lendo o discurso que o Prefeito Eduardo Paes fez para empresários paulista fica fácil confirmar isso.
Irei reproduzir frases ditas pelo prefeito do Rio:
- O último problema da prefeitura do Rio é dinheiro.
- Aquela (área) é uma propriedade da prefeitura do Rio com um valor imobiliário muito grande. Conseguimos no pacote olímpico uma autorização para alienar aquele imóvel.
- O que importa para a prefeitura é o legado urbano que a Olimpíada vai deixar. Eu não estou nem aí para o piso do local onde o cara vai correr os 100 metros rasos, o importante é a infra-estrutura que vamos ter depois do evento .
O prefeito "brincalhão", deixa bem claro que não se preocupa com a população ou com as condições de infra-estrutura que os "atletas olímpicos" irão encontrar nos jogos "Rio2016" .
Eduardo Paes está "loteando a cidade" e vendendo a quem dá mais, sem interesse com o que será feito no futuro.
Gostaria de perguntar ao " vendedor Paes":
_Se a prefeitura não enfrenta problemas de caixa porque tantos empréstimos ?
_Porque esse dinheiro não é investido em saúde, habitação, saneamento, educação,...?
_Porque tantas propagandas na Tv?
Por essa e por outras que chego a conclusão que Eduardo Paes é um vendedor, e como todo vendedor, lucra muito com suas comissões, sem se preocupar com o uso final do produto vendido por ele.
Um grande urbanista e economista, divulgou em seu blog o seguinte:
"Está certo que os poderes constituídos se uniram e trouxeram a Copa, a Olimpíada, as UPPs e, de quebra, 50 bilhões em investimentos públicos e privados.
Mas é aí que mora o perigo, porque não há um planejamento ancorado em metas que quebre o total desmantelamento das instituições, sejam elas públicas ou privadas, fato que mantém a condição de “Cidade Partida”.
Sem uma real revitalização da economia, após 2016, com o fim dos investimentos, o que faremos com os empregados dessas obras públicas e privadas?
Enfrentaremos uma crise sem precedentes. Daí a necessidade de se pensar um plano diretor que tenha uma âncora socioeconômica que movimente toda a sociedade através de metas de crescimento autossustentáveis, como todas as cidades que se reinventaram tiveram. Não deve existir nem mágica nem “jeitinho”, e sim planejamento em curto, médio e longo prazo com correção de rota".
Após mais de 2 anos com o prefeito Eduardo Paes, o que mudou de verdade na nossa cidade?
Na minha modesta opinião nada mudou.
Eduardo Paes se gaba sobre a união entre governo federal, estadual e municipal, mas se fizermos uma comparação entre os governos atuais e governos passados não encontraremos diferença.
Que qualidade estamos vivendo?
Algumas áreas da cidade viraram um canteiro de obras, enquanto em outras,continuam sem os serviços básicos. Limpeza urbana inexistente. Postos de saúde fechados e hospitais em crise. Violência nas ruas. Escolas com superlotação, professores sem garantia e baixos salários. Ruas esburacadas, sem iluminação. Esgoto a céu aberto. Transporte coletivo com veículos em estado precário. Muitos projetos e um cem número de placas e propaganda paga na mídia.
Eduardo Paes está preparando a Cidade Maravilhosa para os "eventos" enquanto a população tenta sobreviver.
Temos que nos perguntar se queremos um vendedor cuidando dos interesses de nossa cidade ou um verdadeiro administrador
Qual será o futuro do Rio de Janeiro?
Vivemos em uma cidade cheia de recursos. Uma cidade encravada entre o mar e a montanha, que se destaca por suas belezas naturais.
Essas belezas, atraem turistas, por outro lado desperta a ganância de muitos que veem aqui um celeiro de oportunidades com ganho fácil. E parece que com o aval do governo.
Lendo o discurso que o Prefeito Eduardo Paes fez para empresários paulista fica fácil confirmar isso.
Irei reproduzir frases ditas pelo prefeito do Rio:
- O último problema da prefeitura do Rio é dinheiro.
- Aquela (área) é uma propriedade da prefeitura do Rio com um valor imobiliário muito grande. Conseguimos no pacote olímpico uma autorização para alienar aquele imóvel.
- O que importa para a prefeitura é o legado urbano que a Olimpíada vai deixar. Eu não estou nem aí para o piso do local onde o cara vai correr os 100 metros rasos, o importante é a infra-estrutura que vamos ter depois do evento .
O prefeito "brincalhão", deixa bem claro que não se preocupa com a população ou com as condições de infra-estrutura que os "atletas olímpicos" irão encontrar nos jogos "Rio2016" .
Eduardo Paes está "loteando a cidade" e vendendo a quem dá mais, sem interesse com o que será feito no futuro.
Gostaria de perguntar ao " vendedor Paes":
_Se a prefeitura não enfrenta problemas de caixa porque tantos empréstimos ?
_Porque esse dinheiro não é investido em saúde, habitação, saneamento, educação,...?
_Porque tantas propagandas na Tv?
Por essa e por outras que chego a conclusão que Eduardo Paes é um vendedor, e como todo vendedor, lucra muito com suas comissões, sem se preocupar com o uso final do produto vendido por ele.
Um grande urbanista e economista, divulgou em seu blog o seguinte:
"Está certo que os poderes constituídos se uniram e trouxeram a Copa, a Olimpíada, as UPPs e, de quebra, 50 bilhões em investimentos públicos e privados.
Mas é aí que mora o perigo, porque não há um planejamento ancorado em metas que quebre o total desmantelamento das instituições, sejam elas públicas ou privadas, fato que mantém a condição de “Cidade Partida”.
Sem uma real revitalização da economia, após 2016, com o fim dos investimentos, o que faremos com os empregados dessas obras públicas e privadas?
Enfrentaremos uma crise sem precedentes. Daí a necessidade de se pensar um plano diretor que tenha uma âncora socioeconômica que movimente toda a sociedade através de metas de crescimento autossustentáveis, como todas as cidades que se reinventaram tiveram. Não deve existir nem mágica nem “jeitinho”, e sim planejamento em curto, médio e longo prazo com correção de rota".
Após mais de 2 anos com o prefeito Eduardo Paes, o que mudou de verdade na nossa cidade?
Na minha modesta opinião nada mudou.
Eduardo Paes se gaba sobre a união entre governo federal, estadual e municipal, mas se fizermos uma comparação entre os governos atuais e governos passados não encontraremos diferença.
Que qualidade estamos vivendo?
Algumas áreas da cidade viraram um canteiro de obras, enquanto em outras,continuam sem os serviços básicos. Limpeza urbana inexistente. Postos de saúde fechados e hospitais em crise. Violência nas ruas. Escolas com superlotação, professores sem garantia e baixos salários. Ruas esburacadas, sem iluminação. Esgoto a céu aberto. Transporte coletivo com veículos em estado precário. Muitos projetos e um cem número de placas e propaganda paga na mídia.
Eduardo Paes está preparando a Cidade Maravilhosa para os "eventos" enquanto a população tenta sobreviver.
Temos que nos perguntar se queremos um vendedor cuidando dos interesses de nossa cidade ou um verdadeiro administrador
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