O jornalismo no Rio de Janeiro, tem alertado para o caos na saúde
A falência no atendimento oferecido a população fluminense é de conhecimento público.
Chega a ser ironico ver as "redes televisivas" mostrando a precariedade e empenhadas em cobrar do governo uma qualidade que a muito tempo vem sendo desprezada.
O período eleitoral já passou...Ou está apenas começando?
Como evitar a falta de atendimento médico e quais as formas de evitar a falta de especialistas?
- Será que o objetivo da mídia é valorizar as OS (Organizações Sociais) e apresentá-las como a solução para o problema causado pelo próprio poder público?
-Apresentar para a população os erros e mostrar que se as OS ficarem a cargo da gerência e do atendimento nas emergências dos quatro grandes hospitais da prefeitura: Souza Aguiar (Centro), Miguel Couto (Gávea), Lourenço Jorge (Barra da Tijuca) e Salgado Filho (Méier) tudo será resolvido?
A estimativa da prefeitura é que a implantação do programa custe R$ 167,7 milhões em dois anos, tempo de duração do contrato. Durante esse período, a emergência do Pedro II (em Santa Cruz) - hospital estadual que, após um incêndio no ano passado, foi interditado e municipalizado - será integrada ao sistema.
Hoje as OS são responsáveis por administrar e contratar pessoal para os postos do Programa de Saúde da Família no Rio.
(Só em 2010, as OS cariocas receberam R$ 334 milhões. Isso equivale a 30% dos gastos com pessoal no período. A lei municipal 5.026, que regulamentou o papel das organizações sociais, proibiu que o sistema fosse implantado em unidades antigas).
O que eu não compreendo é...
-a frequência é severa, mas aceita as burlas, já que não é totalmente fixo???
-o monitoramento da base operacional, pede que os médicos especialistas fiquem de sobreaviso???
- pacientes serão transferidos para unidades mais vazias, se o atendimento daquela unidade estiver em alta???
-profissionais que alcançarem metas de produtividade terão direito a bônus???
-metas de atendimento chegam até cerca de R$ 5 mil por semestre.
Os servidores das emergências poderão optar por trabalhar nos plantões, contratados pela OS, ou se dedicar à rotina do atendimento no hospital???
Refletindo...O médico especialista, concursado opta por um contrato com a OS. Cumpre seus plantões como contratado pela OS, clinicando em uma emergência.
Portanto ele supre as necessidades diárias da emergência do hospital para o qual deveria ser enviado como concursado.
Não critico o médico que sobrecarregado, desvalorizado, opta por um contrato com a OS, onde cumpre metas para ter seus rendimentos aumentados, ficando a disposiçao da base operacional. E se essa base, diz a ele onde pode ser mais fácil alcançar as metas? Isso parece comercio mas não é ilegal.
A prefeitura diz que vai coordenar e fiscalizar as OS.
Se é tanta a facilidade em organizar algo privado, porque não melhorar o público?
Nosso prefeito vem sucateando a saúde pra que ninguém tenha duvidas que terceirizar é o melhor caminho. Os postos de saúde estäo abandonados, os hospitais também.
Organizações Sociais (OS) é outro nome para privatização. As OS estão em discussão em outros 13 estados.
Profissionais concursados estão tão sucateados como os hospitais em que trabalham. Nada está sendo feito, já que a prefeitura não está burlando a lei, apenas enganando a população. Apresenta um projeto que não resolve os problemas da Cidade.
Já escrevi sobre a UPA de Realengo que funcionava, mas não tinha médico.
UPA ,assim como as OS são um valio$o caminho para a privatização da saúde pública.
Por exemplo, qualquer pessoa que busque atendimento médico na Zona Oeste, não consegue. As Emergências não funcionam, os Postos de Saúde e UPAs também não.
De forma organizada e com inaugurações concorridas Eduardo Paes está vendendo a Cidade.
E os Vereadores e Deputados estaduais não fazem nada por que?
É mais legal divulgar "boas notícias", manter a cabeça no buraco e fazer pose para fotos ao lado do prefeito
Criei esse blog para comentar, debater e ponderar sobre os recentes acontecimentos do Rio de Janeiro. Deixo minhas opiniões para refletir e opinar também sobre o país... Esse espaço é nosso, deixe um comentário. Entre em contato: marizieh@gmail.com ou on line no facebook.com
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
"Quem cuida do Quintal?"
Desabamento de um prédio de três andares e duas casas na Cidade Nova, região Central do Rio, na manhã de sábado 30/10/2010. Morreram 5 pessoas e 13 ficaram feridas e 33 famílias desabrigadas. Dias depois, a Defesa Civil voltou à Rua Laura de Araújo para vistoriar prédios vizinhos ao que caiu.
Recentemente um amigo postou um comentário na página do prefeito Eduardo Paes onde relatava a situação precária do entorno da Prefeitura do Rio.
Dia 02/02/2011, estive na Prefeitura e decidi ir ver pessoalmente. O que encontrei foi vergonhoso e registrei algumas fotos com o celular.
Os escombros do prédio que desabou a mais de três meses, continuam lá. Os bloqueios colocados pela prefeitura não são suficientes para impedir o acesso. O mau cheiro e o lixo que se espalha no local não deixa dúvidas que moradores de rua, usam o espaço para diversas atividades, tomam banho, fazem suas necessidades fisiológicas e usam drogas.
Moradores não gostam de falar, mas é só olhar para ver que as residências mais próximas ao desabamento, apresentam rachaduras e o aspecto é estranho, parecem abandonadas. Na época, alguns prédios foram interditados pela Defesa Civil, mas continuam habitados, simplesmente porque as famílias não tem para onde ir.
Os vazamentos de água, visíveis por todos os lados denunciam que a Nova CEDAE, assim como a velha CEDAE, não visita o lugar a décadas. O esgoto escorre pela rua, e calçada, deixando no local, além do mau cheiro, a grande propensão às doenças.
O acúmulo de lixo está em todos os lados e o que se vê, não deixa dúvidas que o serviço de coleta domiciliar não acontece com a frequência necessária e que os funcionários da COMLURB, também não fazem a limpeza externa. Sacos plásticos, copos e garrafas acumulam água e servem de viveiro para larvas de mosquito.
Além do vai e vem dos moradores, a única presença de serviço público era um grupo da CEG que fazia reparos na tubulação. Estavam trabalhando em meio ao mau cheiro, lixo e ratos que saiam dos buracos. Em conversas, um dos funcionários relatou que os vazamentos de gás, são decorrentes das infiltrações de água e esgoto no solo, que provocam a corrozão das tubulações, afetando o sistema, e claro criando um novo perigo. Pobreza, sujeira e abandono. Mesmo com o sol forte, o ambiente é triste e a sensação que provoca é de mau estar.
O que espanta é que a Rua Laura de Araújo fica localizada numa das saídas da estação Praça XI do Metrô Carioca, próximo ao Sambódromo, palco do grande show do Carnaval e podemos até dizer que é praticamente ao lado do CASS, a Sede Administrativa da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Se o prefeito não cuida do próprio quintal... o que dizer do restante da cidade?
Recentemente um amigo postou um comentário na página do prefeito Eduardo Paes onde relatava a situação precária do entorno da Prefeitura do Rio.
Dia 02/02/2011, estive na Prefeitura e decidi ir ver pessoalmente. O que encontrei foi vergonhoso e registrei algumas fotos com o celular.
Os escombros do prédio que desabou a mais de três meses, continuam lá. Os bloqueios colocados pela prefeitura não são suficientes para impedir o acesso. O mau cheiro e o lixo que se espalha no local não deixa dúvidas que moradores de rua, usam o espaço para diversas atividades, tomam banho, fazem suas necessidades fisiológicas e usam drogas.
Moradores não gostam de falar, mas é só olhar para ver que as residências mais próximas ao desabamento, apresentam rachaduras e o aspecto é estranho, parecem abandonadas. Na época, alguns prédios foram interditados pela Defesa Civil, mas continuam habitados, simplesmente porque as famílias não tem para onde ir.
Os vazamentos de água, visíveis por todos os lados denunciam que a Nova CEDAE, assim como a velha CEDAE, não visita o lugar a décadas. O esgoto escorre pela rua, e calçada, deixando no local, além do mau cheiro, a grande propensão às doenças.
O acúmulo de lixo está em todos os lados e o que se vê, não deixa dúvidas que o serviço de coleta domiciliar não acontece com a frequência necessária e que os funcionários da COMLURB, também não fazem a limpeza externa. Sacos plásticos, copos e garrafas acumulam água e servem de viveiro para larvas de mosquito.
Além do vai e vem dos moradores, a única presença de serviço público era um grupo da CEG que fazia reparos na tubulação. Estavam trabalhando em meio ao mau cheiro, lixo e ratos que saiam dos buracos. Em conversas, um dos funcionários relatou que os vazamentos de gás, são decorrentes das infiltrações de água e esgoto no solo, que provocam a corrozão das tubulações, afetando o sistema, e claro criando um novo perigo. Pobreza, sujeira e abandono. Mesmo com o sol forte, o ambiente é triste e a sensação que provoca é de mau estar.
O que espanta é que a Rua Laura de Araújo fica localizada numa das saídas da estação Praça XI do Metrô Carioca, próximo ao Sambódromo, palco do grande show do Carnaval e podemos até dizer que é praticamente ao lado do CASS, a Sede Administrativa da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Se o prefeito não cuida do próprio quintal... o que dizer do restante da cidade?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
A Democracia é Sempre uma Obra Inacabada".
O Dia on line, 27/01/2011.
Em apoio à região Serrana do Rio, o governo federal anunciou a liberação de R$ 100 milhões para o estado e os municípios, além de mais duas parcelas aos trabalhadores com direito ao seguro-desemprego e da ampliação do limite de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para R$ 5,4 mil.
Obras de contenção de encostas e de drenagem, previstas na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC 2), terão recursos de R$ 11 bilhões. Além disso, serão investidos, também no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, R$ 170 milhões para a remoção de famílias que moram em áreas de risco ou que tenham sido desabrigadas por desastres naturais.
Dilma fez, ainda, uma visita ao Centro de Operações da Prefeitura do Rio, que monitora a cidade 24 horas, integrando 30 órgãos municipais e concessionárias de serviço público. O centro atuando no planejamento de grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e em situações de emergência.
Com informações da Agência Brasil
Será que mesmo sendo divulgado que as tragédias que acontecem no Rio, tem como maior fator os maus investimentos do poder público, seu descaso e sua omissão.
Está comprovado que a maioria dos bairros era legalizado com taxas e IPTU sendo pagos por todos, até pelos pobres em áreas de risco.
Agora já sabemos que a metereologia alertava para grandes possibilidades de chuva na área ( só a Cidade de Areal emitiu alerta aos moradores).
Temos que falar das verbas que são recebidas todos os anos, com valores de milhões e bilhões para a contenção e prevenção dos desastres (enchentes e deslizamentos).
Que, Bolsa Família e Aluguel Social, são assistencialismos que não encaminham as famílias a viver com dignidade.
A cada nova tragédia, são criadas medidas emergenciais e novos projetos são divulgados.
São tantos fatos, tantas notícias.
O que fico me questionando é?
Será que nenhuma autoridade vai ser responsabilizada pelas mortes? E o uso das verbas? Quem irá fiscalizar?
Só para lembrar:
Em outubro de 2010, o Governo do Estado, repassa R$ 24 milhões para a Fundação Roberto Marinho que vai construir no Cais do Porto, o Museu do Amanhã. O prefeito Eduardo Paes doou R$ 106 milhões para a mesma Fundação. O mais absurdo é que a verba estadual vêm do FECAM (Fundo Estadual de Conservação do Meio-Ambiente).
Reprodução do Site da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.
Na página 2, do caderno especial do Jornal O GLOBO de hoje(14/01), caderno especial sobre a tragédia humana da região serrana, tragédia que supera as de 1966, 1988, 2009 e 2010, uma pequena noticia no final da pagina, dando conta que o Governador Cabral e o Prefeito Eduardo Paes, contratam o médium Cacique Cobra Coral, e às pressas!? O convênio é com a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) que diz controlar o tempo.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
"O Brasil tem um problema estrutural com o meio ambiente e a prevenção. Se o povo não ingressar na justiça ou se acomodar com indenizações pífias, a zona de conforto em que se encontra as Prefeituras e os Governos dos 26 Estados permanecerão inalteradas, enquanto o povo padece".
Antonio Gonçalves é advogado, especialista em Direito Penal Internacional e o Combate ao terrorismo - ISISC - Siracusa (Itália) conveniado com a ONU.
"Eu peço aos membros do Congresso Nacional a Rebelião das Consciências. A Rebelião das Consciências antes que venha a Rebelião das Massas."
Discurso do Senador Teotônio Vilela, em 1979 sobre a lei da anistia.
Em apoio à região Serrana do Rio, o governo federal anunciou a liberação de R$ 100 milhões para o estado e os municípios, além de mais duas parcelas aos trabalhadores com direito ao seguro-desemprego e da ampliação do limite de saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para R$ 5,4 mil.
Obras de contenção de encostas e de drenagem, previstas na segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC 2), terão recursos de R$ 11 bilhões. Além disso, serão investidos, também no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida, R$ 170 milhões para a remoção de famílias que moram em áreas de risco ou que tenham sido desabrigadas por desastres naturais.
Dilma fez, ainda, uma visita ao Centro de Operações da Prefeitura do Rio, que monitora a cidade 24 horas, integrando 30 órgãos municipais e concessionárias de serviço público. O centro atuando no planejamento de grandes eventos, como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e em situações de emergência.
Com informações da Agência Brasil
Será que mesmo sendo divulgado que as tragédias que acontecem no Rio, tem como maior fator os maus investimentos do poder público, seu descaso e sua omissão.
Está comprovado que a maioria dos bairros era legalizado com taxas e IPTU sendo pagos por todos, até pelos pobres em áreas de risco.
Agora já sabemos que a metereologia alertava para grandes possibilidades de chuva na área ( só a Cidade de Areal emitiu alerta aos moradores).
Temos que falar das verbas que são recebidas todos os anos, com valores de milhões e bilhões para a contenção e prevenção dos desastres (enchentes e deslizamentos).
Que, Bolsa Família e Aluguel Social, são assistencialismos que não encaminham as famílias a viver com dignidade.
A cada nova tragédia, são criadas medidas emergenciais e novos projetos são divulgados.
São tantos fatos, tantas notícias.
O que fico me questionando é?
Será que nenhuma autoridade vai ser responsabilizada pelas mortes? E o uso das verbas? Quem irá fiscalizar?
Só para lembrar:
Em outubro de 2010, o Governo do Estado, repassa R$ 24 milhões para a Fundação Roberto Marinho que vai construir no Cais do Porto, o Museu do Amanhã. O prefeito Eduardo Paes doou R$ 106 milhões para a mesma Fundação. O mais absurdo é que a verba estadual vêm do FECAM (Fundo Estadual de Conservação do Meio-Ambiente).
Reprodução do Site da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.
Na página 2, do caderno especial do Jornal O GLOBO de hoje(14/01), caderno especial sobre a tragédia humana da região serrana, tragédia que supera as de 1966, 1988, 2009 e 2010, uma pequena noticia no final da pagina, dando conta que o Governador Cabral e o Prefeito Eduardo Paes, contratam o médium Cacique Cobra Coral, e às pressas!? O convênio é com a Fundação Cacique Cobra Coral (FCCC) que diz controlar o tempo.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
"O Brasil tem um problema estrutural com o meio ambiente e a prevenção. Se o povo não ingressar na justiça ou se acomodar com indenizações pífias, a zona de conforto em que se encontra as Prefeituras e os Governos dos 26 Estados permanecerão inalteradas, enquanto o povo padece".
Antonio Gonçalves é advogado, especialista em Direito Penal Internacional e o Combate ao terrorismo - ISISC - Siracusa (Itália) conveniado com a ONU.
"Eu peço aos membros do Congresso Nacional a Rebelião das Consciências. A Rebelião das Consciências antes que venha a Rebelião das Massas."
Discurso do Senador Teotônio Vilela, em 1979 sobre a lei da anistia.
sábado, 15 de janeiro de 2011
"Antes prevenir que remediar". A sabedoria popular e a política.
A ONU diz que R$ 1,00 investido em prevenção, preparação e suporte (abrigos) economiza R$ 7,00 em resgates e reconstrução. O sofrimento e as vidas não tem valor.
O que temos aprendido com as constantes tragédias no Brasil?
Eventos extremos sempre existiram.
O que nunca vimos em nosso país foram as ações preventivas.
Muito se fala de investimentos em áreas de risco, mas o que é feito efetivamente para sanar ou ao menos minimizar os problemas?
Prevenção _ Preparação _ Anúncio _ Abrigos.
Esses seriam os passos a serem seguidos se as verbas fossem investidas com seriedade e sem corrupção.
Enquanto o poder público municipal estimular, aceitar ou se omitir frente as construções que crescem nas áreas já conhecidas ou monitoradas como de risco.
Enquanto não oferecer a população, respostas as suas necessidades, com
um sistema habitacional digno.
Enquanto as secretarias municipais não se unirem em prol das reais melhorias.
Enquanto isso não acontecer, a tragédia de hoje, infelizmente se repetirá todos os anos.
Sistema de monitoramento das áreas e do clima não basta. É preciso a preparação dos órgãos e treinamento da população. Um alerta efetivo, com treinamento e abrigos seguros pré definidos.
E principalmente a confiança do povo em seus governantes.
Hoje as cidades enfrentam as calamidades sozinhas, o poder público só se apresenta quando a catástrofe já ocorreu.
O clima do planeta está mudando ?! O que precisa realmente mudar é a política pública no Brasil. Começando pelas cidades.
O que temos aprendido com as constantes tragédias no Brasil?
Eventos extremos sempre existiram.
O que nunca vimos em nosso país foram as ações preventivas.
Muito se fala de investimentos em áreas de risco, mas o que é feito efetivamente para sanar ou ao menos minimizar os problemas?
Prevenção _ Preparação _ Anúncio _ Abrigos.
Esses seriam os passos a serem seguidos se as verbas fossem investidas com seriedade e sem corrupção.
Enquanto o poder público municipal estimular, aceitar ou se omitir frente as construções que crescem nas áreas já conhecidas ou monitoradas como de risco.
Enquanto não oferecer a população, respostas as suas necessidades, com
um sistema habitacional digno.
Enquanto as secretarias municipais não se unirem em prol das reais melhorias.
Enquanto isso não acontecer, a tragédia de hoje, infelizmente se repetirá todos os anos.
Sistema de monitoramento das áreas e do clima não basta. É preciso a preparação dos órgãos e treinamento da população. Um alerta efetivo, com treinamento e abrigos seguros pré definidos.
E principalmente a confiança do povo em seus governantes.
Hoje as cidades enfrentam as calamidades sozinhas, o poder público só se apresenta quando a catástrofe já ocorreu.
O clima do planeta está mudando ?! O que precisa realmente mudar é a política pública no Brasil. Começando pelas cidades.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
"Morar em área de risco no Rio de Janeiro não é exceção".
Essa é mais uma tragédia que o Estado do Rio de Janeiro sofre. Conhecendo a história da formação e urbanização das cidades que compõem nosso Estado não fica difícil entender, o caos e as mortes que fazem essa triste estatística crescer.
O que aconteceu na Região Serrana tem características comuns ao que acontece em Angra dos Reis, Niterói, Rio ou Baixada Fluminense. Naquela região, como em todas as cidades, com pontos turísticos ou não, as classes se dividem. Os mais pobres, trabalhadores rurais ou a grande massa trabalhadora explorada no comércio, indústria ou na prestação de serviços domésticos, fica nas áreas mais proletárias. Concorrem entre si pelos espaços e os ainda menos afortunados ocupam as áreas de maior risco onde não há a atuação do poder público mesmo recebendo verbas para isso. Prefeituras se omitem, e as áreas com riscos de desabamento crescem, fora da legalidade e sem infra-estrutura.
Quando a Natureza, impõe sua força.... O discurso dos governantes é sempre o mesmo.
Preferem culpar a natureza e sua tremenda força. Culpam as vítimas porque moram em locais inadequados. Apresentam projetos e políticas públicas que nunca saem do papel. Oferecem e não pagam aluguel social que só atende aos interesses mais imediatos. E o mais importante dizem que _ " precisamos conscientizar a população para que deixem as áreas de risco", mas não dão a população nenhuma garantia de que será tratada com dignidade pelo poder público e que o que cada um conseguiu investir com seu trabalho será valorizado.
Afinal, quem são os verdadeiros culpados das tragédias, dos desastres e das mortes? Culpados são todos que aceitam que governantes atuem em favorecimento somente da elite burguesa . Governantes que nada fazem para melhorar as condições de vida e moradia do trabalhador pobre. Governantes que compactuam com a corrupção com verbas públicas. Governante que não vê que a população exige e necessita da melhoria de suas condições de vida e moradia.
E que nunca mais se ouça um governante dizer que os culpados são os mortos ou a Natureza.
O que aconteceu na Região Serrana tem características comuns ao que acontece em Angra dos Reis, Niterói, Rio ou Baixada Fluminense. Naquela região, como em todas as cidades, com pontos turísticos ou não, as classes se dividem. Os mais pobres, trabalhadores rurais ou a grande massa trabalhadora explorada no comércio, indústria ou na prestação de serviços domésticos, fica nas áreas mais proletárias. Concorrem entre si pelos espaços e os ainda menos afortunados ocupam as áreas de maior risco onde não há a atuação do poder público mesmo recebendo verbas para isso. Prefeituras se omitem, e as áreas com riscos de desabamento crescem, fora da legalidade e sem infra-estrutura.
Quando a Natureza, impõe sua força.... O discurso dos governantes é sempre o mesmo.
Preferem culpar a natureza e sua tremenda força. Culpam as vítimas porque moram em locais inadequados. Apresentam projetos e políticas públicas que nunca saem do papel. Oferecem e não pagam aluguel social que só atende aos interesses mais imediatos. E o mais importante dizem que _ " precisamos conscientizar a população para que deixem as áreas de risco", mas não dão a população nenhuma garantia de que será tratada com dignidade pelo poder público e que o que cada um conseguiu investir com seu trabalho será valorizado.
Afinal, quem são os verdadeiros culpados das tragédias, dos desastres e das mortes? Culpados são todos que aceitam que governantes atuem em favorecimento somente da elite burguesa . Governantes que nada fazem para melhorar as condições de vida e moradia do trabalhador pobre. Governantes que compactuam com a corrupção com verbas públicas. Governante que não vê que a população exige e necessita da melhoria de suas condições de vida e moradia.
E que nunca mais se ouça um governante dizer que os culpados são os mortos ou a Natureza.
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